Uma redução de cerca de 25% do consumo diário de calorias durante seis meses tem efeitos positivos em vários indicadores bioquímicos e celulares do envelhecimento nos seres humanos, indica um estudo hoje divulgado nos Estados Unidos. A investigação, publicada pelo Journal of the American Medical Association (JAMA) e citada pela Lusa, "estabelece as bases para futuros estudos que visem determinar os efeitos a longo prazo da restrição de calorias nos humanos e saber se essa abordagem permite prolongar realmente a duração da vida", comentou John Holloszy, professor de Medicina na Universidade de Washington.
Todavia, tendo em conta os resultados do estudo, e de outros feitos anteriormente com animais, "torna-se evidente que uma redução duradoura do número de calorias consumidas age sobre certos indicadores bioquímicos ligados ao envelhecimento", acrescentou num comunicado.
Nesta última investigação, realizada por uma equipa do Centro Biomédico de Pennington em Baton Rouge (Louisiana), homens e mulheres sedentários com idades entre 25 e 50 anos submetidos a uma redução de calorias de 25% apresentaram, seis meses depois, níveis de insulina mais baixos em jejum e temperatura do corpo mais baixa, em comparação com outros grupos testemunha.
Além disso, o ADN desses indivíduos revelou menos danos por oxidação, considerados um indicador de envelhecimento celular. "A redução destes indicadores bioquímicos da longevidade através da restrição de calorias apoia a teoria segundo a qual uma restrição do consumo de calorias retarda o metabolismo para além do nível correspondente a uma simples redução da massa corporal", sublinham os investigadores.
"São agora necessários estudos de maior duração para determinar se esta dieta atenua efectivamente o processo de envelhecimento nos humanos", acrescentam. Num editorial que acompanha o estudo, Luigi Fontana, da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de Washington, assinala que pessoas com excesso de peso têm muitas vezes níveis de inflamação crónica mais elevados do que indivíduos mais magros.
Parece lógico que a perda de peso aumente em princípio a duração média de vida por reduzir os riscos de doenças associadas ao envelhecimento, como a diabetes e a aterosclerose. Numerosas experiências de restrição prolongada de calorias feitas há mais de dez anos em ratos e ratinhos de laboratório mostraram que a sua esperança máxima de vida aumentou 30%. Todos estes estudos indicaram também que estes animais ficaram protegidos do cancro e da arterosclerose.
by www.cienciahoje.com
John Holloszy
quinta-feira, 10 de abril de 2008
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