Os especialistas detectaram nessas pessoas telómeros - zonas nos extremos dos cromossomas - que haviam sofrido danos, um sinal biológico do envelhecimento do ADN nas células dos vasos sanguíneos afectados pela doença. Os investigadores observaram também que as células arteriais dos tecidos dos pacientes se dividiam treze vezes mais rápido do que o normal, envelhecendo de uma maneira prematura.
Segundo Martin Bennett, professor de ciências cardiovasculares da BHF e um dos responsáveis pelo estudo, nas primeiras fases das doenças cardíacas, as artérias deverão ser entre cinco e quinze anos mais velhas do que a idade do paciente. "Se uma pessoa sofrer de uma doença cardíaca ligeira e limitar os factores de risco deixando de fumar, controlando a hipertensão e a diabetes e tomando fármacos para reduzir o colesterol, atrasará o processo de envelhecimento" das células, disse.
"Mas se não fizer nada, as células podem alcançar uma idade avançada extrema de forma muito prematura e, uma vez que isso aconteça, o processo não se pode reverter", advertiu. O director médico da BHF, Peter Weissberg, acrescentou que o estudo "abre um novo campo de investigação dirigido à prevenção de ataques cardíacos".
Martin Bennett

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